Restabelecendo contato com esta polêmica continuação – da qual nunca gostei – após uma década, passei a vislumbrar boas sacadas que a reabilitaram no meu conceito, ainda que permaneça um abismo entre ela e suas antecessoras quando se leva em conta quesitos como qualidade e impacto.
A ambientação (uma refinaria de petróleo utilizada como presídio de segurança máxima) é propícia para a claustrofobia, as perseguições e o esconde-esconde do xenomorph. O fato da Tenente Ripley ser a única mulher num lugar povoado exclusivamente por criminosos masculinos amplifica a sensação de perigo e vulnerabilidade. Os detentos acabam se tornando coadjuvantes interessantes, apesar de no início parecerem indistinguíveis entre si.
O problema é que, a esta altura do campeonato, o bichano de sangue ácido nem mete mais medo. Na verdade, só o original de Ridley Scott funciona como um suspense aterrador – apesar de magistral, os múltiplos aliens de James Cameron servem antes como bucha de canhão para as espetaculares cenas de ação.