Magnificently acted and orchestrated, João Canijo’s family saga, Blood of My Blood, depicts the harshness of life in inner city Lisbon and the sacrifices that two women are willing to make for their family. Marcia is determined to end the cycle of poverty for her family and when she discovers that her daughter is dating an older professor, she will stop at nothing to end this unwelcome relationship. –TIFF
João Canijo (born 1957) is a Portuguese film director. His film Get a Life was screened in the Un Certain Regard section at the 2001 Cannes Film Festival.
Canijo is one of the most prominent Portugese filmmakers and stage directors of his generation. From 1980 to 1985 he worked as an assistant director to Manoel de Oliveira, Wim Wenders, Alain Tanner and Werner Schroeter, among others. In 1988, his first film Three Less Me was selected for the Rotterdam Film Festival. Since then his other films, such as Her Mother’s Daughter (1990), Black Shoes(1998), and Get a Life (2001), have met a significant success with the critics as well as the public in Portugal. —(http://paginas.fe.up.pt/~iatu2006/JoaoCanijo.htm)
Aside from Pedro Costa's trilogy about the Fontainhas neighbourhood, never before a typical low-class portuguese family had been so masterfully portrayed. Review and rating: http://alwayswatchgoodmovies.blogspot.com/2012/03/blood-of-my-blood-2011.html
A questão social que se quer impor durante todo o filme rapidamente se dissolve para, ao invés disso, se abordar o incesto e o crime ao estilo TVI. Podia ter sido grande, mas espalhou-se na meta-consciência de um grande "cinema social" —que no fundo não existe—, e para isso há Pedro Costa a fazer melhor. (2)
Rita Souza Dias, Miguel Ferreira, João MC Palhares, Tiago Costa, Gustavo.
Pessoalmente, só analiso o filme pelo filme em si, a não ser que seja isso que o filme peça e, neste caso em particular, não pede. A meta-consciência de que falas, neste filme em particular, não existe, é até, um filme bastante "straight-to-the-point". Se o Canijo é um burguês e se o Sangue do Meu Sangue são os pobrezinhos do texto do Lobo Antunes... isso não me interessa, porque é um daqueles filmes cujo campo é unicamente aquilo que sobressai e não o contracampo. Falas no Pedro Costa e compreendo - mas não tem nada que ver. Este não é um filme "social", é um filme de actores. Pelo menos fala no Mike Leigh.
Temos que analisar as coisas por aquilo que elas são não por aquilo que pretendiam ser ou como pretendíamos que elas fossem...
não sei se leste o comentário ou só leste partes, porque parece que não percebeste. mas de qualquer forma é só um comentário sobre aquilo que o filme é (ou não), a meu ver. nada mais. e um filme só por ser "de actores" deixa de estar inserido num contexto temático (que aliás sempre se quis inserir)? dizer que é um filme de actores não é nada, isso é mais um método de trabalhar, por isso não é por aí. é que a minha comparação com o Costa nem vinha nesse sentido.
ahah tasse bem. eu compreendo a análise, ñ és o único a pensar dessa forma. eu é que vi o filme numa completa abstracção do que o canijo pensa, ou seja, inseri-me no mundo fílmico que ele ali criou, por completo, no resultado apenas. aliás, até me faz confusão, custa-me pensar que este seja um filme de ideias meio burguesas. talvez esteja a ser ingénuo! mas admito que a construção narrativa perca um bocado o ritmo na parte final.
O que mais me irrita no cinema é ver o burguês falar dos coitadinhos e de uma realidade que pensa que conhece. Planos bonitos, excelente trabalho de actores, curiosa estrutura narrativa. Efeitos —como alguém disse aqui nos comentários, é "fácil". Mas ninguém, alguma vez, salientou a sua fraca, preguiçosa, artificial, falsa e tão bem dissimulada substância. (1)
Beautiful shots, amazing. Story not so complex, but the characters are very deep, and very peculiar.