Planos fixos, fades longos, poucas palavras, um roteiro com um humor seco que apresenta os personagens como seres esquisitos para depois voltar a eles e oferecer um novo olhar. Lake Tahoe, do mexicano Fernando Eimbcke, é a primeira pérola do Festival do Rio. Em sua narrativa circular, o cineasta faz seu filme passar por sucessivas transformações, sempre apostando na estrutura original e na apatia triste de seu jovem protagonista. Até que, de uma comédia inusitada, surge um delicado e denso drama familiar.
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