Reviews of Perfect Blue
Displaying all 2 reviews
Marcos Ordonha
30Oct11
Para se livrar da imagem de ser um efêmero ídolo da musica pop, a protagonista Mima Kirigow se vira para a carreira de atriz em filmes que exigiam algo substancial dela, mostrando o seu amadurecimento como pessoa e profissional, tal como visto em momentos onde ela acaba se colocando em situações difíceis por aceitar, pela vontade da maturidade, papeis polêmico, levando a uma imagem abrupta de contrariedade a infantil cantora pop.
Nesta ânsia pela emancipação, Mina aparenta desenvolver outra personalidade que a acusa e pede retração desta caminhada – como uma frustração intima por querer se livrar de sua interior imagem. Essa atmosfera é principio fomentada não apenas pela consciência de Kirigow, mas por um fã perseguidor que está de comum acordo com o ideal da Mima como a inocente cantora, este acaba se autodenominando Me-Mania.
A “outra personalidade” da atriz aparentemente toma o controle liquidando pessoas ligadas a ex-cantora, que a tenham influênciada, a tirado da inocência, como se a decisão não fosse dela – o roteiristas, os diretores, o ganancioso agente, o fotografo abusado… -, enlouquecendo-a a ponto dela se perguntar se está pedida entre a realidade e ilusão. Porém o desfecho revela a verdade sobre o empecilho do crescimento da atriz, o que e início era ela mesma.
O diretor Satoshi Kon envolveu as dificuldades da mudança de Mima, o ideal do passado com a nova personalidade do futuro, em uma esfera de conflitos e passagens que é a personagem no presente: todo esse embate do amadurecer, das escolhas, do deixar da fragilidade, para ousar e enfrentar. Mima rompe com a personagem que a tinham colocado para seguir e inicia seu próprio caminho e tropeços. Liberta-se de mãos como as de sua agente Rimu.
O curioso título da obra traz a reflexão à estabilidade íntima e calma dos conflitos internos que possa significar a cor azul, a busca pelo azul perfeito.
Recursos técnicos como cortes abruptos de cenas e passagens de tempo asseguram à estilística e enigma da animação – uma serie de armadilhas bem feitas para o telespectador -, em conjunto os traços do competente MadHouse.
É digno de nota a metalinguagem do filme onde há o enredo em um ambiente cinematográfico, e ainda mais, a trama de dupla personalidade se desenvolver junto ao texto criado para o papel de Mima em sua carreira de atriz, o qual desdobra uma personagem com mesmo problema. Enfim, um jogo de perguntas e respostas excitante para a história.
O longa é um diamante da pequena coleção preciosa do cineasta que é Kon e como os outros, traz à luz a beleza artística do cinema e do envolvimento deste com a animação.
via Identidade Solida
- Currently 5.0/5 Stars.
Benoît
20Apr11
Revu donc et avec un plaisir agréable, même si c’est légèrement moins bon que ce que j’en avais gardé comme souvenir. On sent que c’est le premier long-métrage de Kon, mais il explore déjà les thèmes qui deviendront récurrents chez ce cinéaste. Ici, il explore le double de la personnalité à travers une ancienne idole chanteuse qui se reconvertit dans le cinéma. Le choix de prendre un personnage jeune, âgé d’à peine 21 ans, est également très opportun. En effet, c’est toute une personnalité construite à travers les monde de la chanson qui va être décomposé aussi. Si les événements qu’elle subit sont traumatisants, les choix de carrière qu’elle suit le sont tout autant. Le trouble de la personnalité est évoqué de multiples manières, entre le fan absolu, la jeune femme qui perd ses repères et la femme qui rêve de la carrière que fait Mima. Il y a déjà un univers très intéressant, bien que je trouve le cinéaste beaucoup plus voyeuriste que dans ses films suivants. Certes, ça aide à maintenir une forme de tension, mais ce n’est pas dans les habitudes de la maison. De plus, à force de prospecter à gauche et à droite dans les différents thèmes de la personnalité, ça manque parfois légèrement de fluidité. Mais ce thriller à mi-chemin entre Hitchcock et Lynch reste d’un bon niveau.
- Currently 3.0/5 Stars.