Vera is a singer in her thirties; she is back in Lisbon for the final performance of her concert tour. The heat and beauty of Lisbon makes one want to be happy. Pablo, the companion she selected from among the many who answered her questionnaire, helps her through the sleepless nights. He has no family, but wishes he had. Vera concerns herself with the mysteries surrounding Pablo’s life. Vera is not afraid of the night; she is not afraid of anything. Vera has no ties. In her house, far from anywhere, is Sam, the man she loves. They only understand one another at a distance, and in writing. The house is hers, but Sam has turned up to stay. He asks her to leave because he needs to be there alone; near her things but not with her. She is hurt by this but agrees and goes away, leaving him there on his own. A child in Pablo’s care commits an irredeemable act; he kills a man. Something needs to be done; the child must be saved. Vera gets involved. She takes the child under her wing. By saving the child, she saves herself. And she saves Sam. The child is the portent of a serene uncertainty. –Venice Film Festival
Born in Lisbon in 1966, Teresa Villaverde is one of the leading directors of the young generation of Portuguese cinema of the 90s. Her first film, Idade Maior, received its world premiere at the International Forum of Young Cinema at the 1989 Berlin Film Festival and won prizes in other major festivals. Three years later, Maria de Medeiros won the Best Actress Prize at the Venice Film Festival for her performance in Tres Irmaos. The screening of Os Mutantes in Un Certain Regard at the Cannes Film Festival brought her work greater international recognition. The film was a critical and commercial success in Portugal. Agua e sal, her next film, was shown at the Venice Film Festival. Since her last film, Villaverde has made a documentary, A Favor da claridade, and a short, Cold Wa(te)r, for the Visions of Europe project coordinated by Zentropa. Transe is her fifth film. —quinzaine-realisateurs.com
O filme pode ser descrito como um aglomerado de belas pontas soltas, pena é nunca se juntarem num mesmo fio narrativo de coesão dramática. Villaverde deixa claro um forte intento conceptual e estético, porém não há para este alto intento sustento, o argumento é demasiado frágil para tanto, e os pontuais erros técnicos embaçam a estética da fita.
Há neste filme planos e cenas das mais bonitas feitas nesta última década em Portugal, e possivelmente também na carreira da realizadora. Candidato forte à sua obra-prima. Enquanto houverem realizadores e cinema deste no meu país, estou descansado.
Eu não devo ter visto o mesmo filme que o Fábio. Porque o filme não tem nada de bom. São cenas completamente sem sentido, conversas sem nenhum fluxo natural e diálogos que caem sei lá de onde, como "nunca estive com ninguém da sua altura, posso pegar-lhe ao colo" E momentos chaves não explícitos ou explícitos demais?
Não tem nada de bom? Pois, então não devemos ter visto o mesmo filme, de facto. Cenas sem sentido? Acho que é demasiado explícito que o filme trata de 3 histórias diferentes: a relação entre uma mulher e um homem, a relação de um filho com uma mãe, e as consequências da morte de um pedófilo. Nem são segmentos diferentes, são personagens que se conhecem praticamente umas às outras, portanto não sei o que há para não entender neste filme, ou como é que se pode dizer que não se aproveita nada. Tens cenas lindíssimas da cantora durante os espectáculos, também dela a dançar com o acompanhante à noite, tens o barco com a criança que chega durante a noite à casa do pedófilo, tens as viagens de bicicleta do homem naquelas paisagens incríveis, tens a fotografia, tens toda aquela sequência final. Que certamente nem te lembras porque a meio do filme estavas demasiado ocupado a pensar que o que estavas a ver não era bom, e de que forma é que podias criticar o filme. A questão aqui, no cinema, é a viagem e o que acontece durante a mesma; não é o estar a pensar durante o filme se aquilo é bom ou é mau. Não gostaste do segmento da anã, so what? Isso invalida a beleza de tudo o que escrevi anteriormente? Lembras-te de alguma?
Falei na cena da anã, como podia enumerar muitas outras. falas sem sentido nenhum. e representações que parecem vindas dos primeiros filmes portugueses. Eu não passei o filme a pensar nas críticas nem boas ou más que iria fazer ao filme a posteriori, estive sim atento e de olhos abertos para a posteriori poder reflectir nele e poder tecer as minhas críticas. Nem a fotografia me convenceu. As paisagens, concordo, eram bonitas, mas isso deve-se ao Portugal que temos, não à realizadora nem à restante equipa técnica. Peço desculpa, mas temos duas visões completamente diferentes deste filme.
Podíamos continuar a discussão mas vou parar no "nem a fotografia me convenceu". Acácio de Almeida, o dp mais experiente do cinema português, que trabalhou de António da Cunha Telles, António de Macedo, César Monteiro, António Reis, Oliveira, a Pedro Costa, Villaverde, and so on and so on. Ficamos assim.
Eu não baseio a minha opinião sobre algo só porque x ou y tem fama. As pessoas têm opiniões diferentes e cada tem o direito de as ter ;)
A avaliar pelos comentários feitos aqui em baixo, o público brasileiro parece ter alguma dificuldade em compreender filmes que não sejam sempre tão explícitos sobre os seus momentos chave. O que é comprensível, a avaliar pela sua última década de cinema, ou falta dele.
Personagens inatingíveis, sentimentos ralos e dramas obscuros camuflados de filme de arte. Não há fruição de ideias, tampouco qualquer tipo de tensão dramática que valham estas duas horas de pretensão. Salva-se apenas a bela fotografia do interior português. No mais, uma completa perda de tempo.