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Reviews of Yi Yi: A One and a Two

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Picture of LifeofFiction

LifeofF​iction

9Dec11

This film, being on the top of many critics top decade lists, is phenomenal. Without a completely solid plot it’s surprising that it is such an excellent movie. It tells the story of this group of people simply living their lives. Through their lives the audience is able to grasp introspective themes and emotions in a very personal way. It relates the story of these people to us by putting them in situations we all can relate to.

The film blends these different themes and plot lines seamlessly and the editing stands out as a masterful aspect of the film. It makes this 3 hour drama interesting, when it could’ve been the complete opposite. There are a multitude of themes running throughout the film and they are all excellently developed and easily understood. It seems the main theme is trying to convey is how we live each day of our lives, and if each day is a new day we shouldn’t be afraid to make a change, to break out of our routines, and experience life. The coma which the grandmother falls into catapults this perspective into action and we are able to witness how it changes these people’s lives for the better and for the worse. It then assures us that it’s necessary to take the good with the bad, and that is what will cause growth in us.

The film had excellent acting to present these themes and an excellent screenplay to guide the actors. The cinematography is outstanding and gives us scenes which really are a joy to watch. I really enjoyed it even though it was slow moving at times. It also had aspects of the plot I wish it would’ve developed more thoroughly because they interested me more than the ones which were excessively developed. It had an absolutely beautiful ending.

  • Currently 5.0/5 Stars.
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Noslen

2May10

Inconscientemente somos todos conhecedores dos melhores filmes que foram exibidos. Esta é uma questão tão particular como a própria existência. A opinião que se tem de uma obra, nasce da relação que se tem com ela.
Contudo de uma forma mais complexa, essa opinião pode ser sempre influenciada pela mão do autor da dita obra, normas estéticas e artísticas estandardizadas, por opiniões massificadas, entre outros vários factores. O penúltimo aspecto para mim é o pior.
É quando uma obra ganha sucesso entre as massas e muitos daqueles que pertencem a esse aglomerado nem sabem definir porque gostam da obra A ou C. O lema é: Eu gosto porque os outros gostam, não porque experienciei algo que emocionou a minha existência singular.
Basicamente é como se neste momento perguntássemos a uma amostra de 1000 pessoas qual dos dois filmes conheciam: Avatar ou Yi Yi (One And a Two). As respostas não deviam ser muito surpreendentes nos resultados apontados…
Não quero com isto tentar de alguma forma descredibilizar a mestria de James Cameron ou o filme em 3D que ele realizou recentemente. Bem como não quero parecer um elitista consumista de filmes intelectuais. Até que não sou ninguém com legado e bagagem para julgar ou formar qualquer tipo de opinião ou influência, bem antes pelo contrário. Também não quero dizer que o filme de Edward Yang é uma obra magna, embora tenha sido considerada por várias revistas especialistas das artes cinematográficas como um dos melhores filmes da década transacta.

A questão está apenas relacionada com a casualidade de factos que ocorrem no quotidiano e que ajudam a construir um raciocínio. Por outras palavras, num espaço e tempo dos últimos dias dei por mim a visionar o filme mencionado e ao mesmo tempo a ler um texto que de alguma forma relacionei com o filme.
Por partes, o texto que falo encontra-se no livro “Como analizar un film”, Paidos, 1994, Barcelona de Casetti Francesco, De Chio Frederico. Mais concretamente o capítulo intitulado: “El recorrido del anális” O curso da análise.
Para os autores:
“Podemos definir intituitivamente el análisis como un conjunto de operaciones aplicadas sobre un objecto determinado y consistente en su decomposición y en su sucesiva recomposición, con el fin de identificar mejor los componentes, la arquitectura, los movimientos, la dinâmica, etc”

Aqui o objecto é o filme ou cinema e a sua análise deve ser feita através da decomposição e recomposição. É uma questão de desmontar e voltar a montar como um puzzle. Assim conseguimos perceber a mecânica do objecto. Para quem estuda cinema ou quer ter um conhecimento um pouco mais profundo sobre a arte. Trata-se de saber o que são planos, movimentos de câmara, profundidade de campo, composição de imagem, iluminação, etc. Porque:
“Según esto, el camino conduce a una mejor inteligilidad del objecto investigado”

Para efectuar este tipo de análise temos que efectuar várias etapas. Que, como já referi, consiste na decomposição e recomposição do objecto analisado. Claro que surgem vários problemas inerentes à análise de um objecto comunicativo e significante assim como as implicações concretas que comporta a relação com este objecto em concreto. Porém os autores referem os aspectos mais importantes na análise de um filme:

La distancia optica
Antes de mais é preciso um distanciamento físico e espiritual. É característico do filme conter uma realidade material quase inacessível. Por isso no melhor dos casos a observação pode resumir-se a:

" (…) mientras con un libro puedo moverme libremente, detenerme, volver atrás o comparar os enunciados, en el cine me encuentro inevitablemente sometido a la concatenaçión de las imágenes, al flujo sonoro, a su ritmo regulado. El film se desarrola externamente a mi, sin ninguna intervencion posible por mi parte"
Como não podemos penetrar na realidade do fotograma que nos é mostrado e com isso passear pela narrativa e fazer dela algo emergente, existem algumas ferramentas que tornam o processo muito mais fácil: o magnetoscopio e as suas funções de slow motion; stop frame; rewind, etc que permitem romper com o fluxo do filme, fragmentando-o, dando-lhe uma nova ordem. Assim, a sala de cinema já não é o único lugar destinado à visão: na escola, em casa, com os amigos, em qualquer sítio pode-se seguir um filme e interromper quando se quiser, tomar nota, transcrever-se numas páginas, compara-lo com outras imagens e reproduzir numa série de fotografias fixas. Quem não faz qualquer destas acções hoje em dia com o seu computador portátil?

Basicamente este tipo de distância representa um factor constante em cada investigação: qualquer estudioso sabe que deve estar bastante afastado do objecto analisado para poder investigar todas as suas características essenciais. Agora falta saber como se efectua este tipo de distanciamento em relação a um filme? Porque ao fazer-se isto o objecto de fruição e lazer passa a ser um objecto de estudo. Então os autores apontam que:

“una distancia óptima es aquella que permite una investigacion critica , y a la vez no excluye una investigación apasionada: aquela que no está en contradicción con una «distancia amorosa»”
A ideia de «distãncia amorosa» vem de Roland Barthes:

“episódios de linguagem que giram na cabeça do sujeito enamorado, apaixonado, e esses episódios se interrompem bruscamente por causa de tal distância, tal ciúme, tal encontro frustrado, tal espera insuportável que ocorrem, e nesse momento essas espécies de pedaços de monólogo são quebrados e se passa a outra figura. Respeitei o descontínuo radical dessa tormenta de linguagem que se desencadeia na cabeça amorosa. É por isso que recortei o conjunto em fragmentos e coloquei estes em ordem alfabética. […] É, pois, um livro descontínuo que protesta um pouco contra a história de amor (Barthes, 2004, p. 401).”

Analizar, Reconocer, Compreender
O reconhecimento e a compreensão não são o mesmo. O reconhecimento está relacionado com a capacidade de identificar tudo o que aparece na tela onde o filme é projectado. Trata-se portanto de uma acção pontual, desenvolvida em elementos simples, e serve para captar essencialmente a identidade (o que é esta figura, este ruído, esta luz,…). A compreensão, pelo contrário, está relacionada com a capacidade de inserir tudo o que aparece na tela num conjunto mais amplo: os elementos concretos identificados em interesse do filme, o mundo representado com as razões da sua representação, o que se chega a compreender no marco do próprio conhecimento. Contudo, é necessário um olhar distanciado para se trabalhar de uma forma sistemática e com auto-consciência:

“pero entre el reconociminento y la compreensión existe un nexo dinâmico, un vínculo recíproco: ante un film, y más en general ante un texto, se oscila en una especie de vaivén constante entre la identificaçion de los elementos concretos y la construcción de un todo”

Analizar, Descibrir, Interpretar
Descrever significa recorrer a a uma série de elementos, um por um, com cuidado, até ao último deles; passar revista a um conjunto detalhado e completo. Trata-se de um trabalho minucioso, mas também um trabalho objectivo: a descrição adopta-se um guia para o observador, mas também para o que é observado.
Interpretar, pelo contrário, não significa somente implantar uma atenção obstinada com respeito ao objecto, mas também interactuar explicitamente com ele ; não só passar em revista, mas também reactivar, escutar, dialogar. É, por tanto, um trabalho que consiste em captar com exactidão o sentido do filme, empenhando-se numa reconstrução pessoal, mas sem deixar de lhe ser fiel. Por conseguinte,

“el análisis se revela estrechamente relacionado con la descripción como con la interpretátion: cada una de sus fases tiene que ver con los dos procedimentos, aunque sea en medida y novos distintos. La idea resultante es que debemos enfrentarnos tanto con una operación descriptiva ya orientada hacia la interpretación, como con una actividad interpretativa basada en la discripción”

Como é possível entender a relação que se pode criar na análise de um filme envolve vários factores. Uma distância óptima, uma análise para compreender e reconhecer e outra para analisar descrever e interpretar. Desta forma conseguimos obter uma maior inteligibilidade do filme.
Neste caso concreto estou a falar de um filme do ano 2000 realizado por Edward Yang. Este filme marcou-me não apenas pela sua estética complexa e realística, mas também pela sua técnica em linguagem cinematográfica. O realizador de forma a contar a história de uma família que vive em Taipei, optou pelos movimentos simples e lentos, planos que sofrem apenas um ténue ritmo pela oscilação de panorâmicas em câmara fixa numa passagem do horizontal e vertical. Um mis en scene colorido que em planos generais e médios nos remontam para o ambiente da realidade, que não mais nada nada daquilo que é real.

Depois o contraste entre o primeiro acto e terceiro acto, sendo que o primeiro começa com um casamento e o segundo com um funeral. Este filme de alguma forma lembrou-me o modo de representação primitivo que esteve em grande moda até final dos anos 30, se não estou em erro, e depois deu passou para um modo mais institucional. Sobre isso falarei num próximo post.

  • Currently 5.0/5 Stars.
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hubertg​uillaud

24Jan10

Le cinéma chinois parle peu de la Chine d’aujourd’hui, celle qui a réussi, celle qui ressemble à l’occident. Yi Yi est le portrait d’une famille de cette Chine qui ressemble un peu à l’Amérique. On y suit la famille Jian, sur trois générations, d’un mariage à un enterrement. Edward Yang, avec une grande subtilité, parvient à nous montrer ce qui reste de la tradition dissous dans la modernité. Cette chronique familiale est aussi une réflexion superbe sur la difficulté de se trouver soi-même, servi par une mise en scène aérienne et ample, à l’orientale. Profond.

  • Currently 4.0/5 Stars.
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davecit​o !

20Dec08

I haven’t sought out much of the ‘runaway acclaim’ that this magnificent film has generated, and I am a bit curious to know others’ take on it. With every viewing, I come closer to thinking that “Yi Yi” is one of the only films of the last decade destined to become a ‘classic’ , in all senses of the term. The shape of the story is flawless, as is the visual sensibility, which is occasionally breathtaking. The performances – most from non-actors – are perfectly suited to the material; the characters feel like family, mine or yours, in the most enlightening of ways. It’s a film that casually makes one think back over much of ones’ life – specifically, things that one might once have paid little attention to, or drawn little significance from. Yang has constructed a great film out of those sorts of moments – what such reconsiderations might be able to teach us.

In this, Yang constructed an intensely soulful film, built around the inner lives of individuals who might have once thought that success and stability could only be found down one path in life, only to realize that this may not be the case: here we have typical middle-class people, with typical types of jobs, who all seem to be poets and visionaries at heart, and much of the tension in this film is in how specific characters do – or don’t – develop an ability to trust where those instincts might be able to take them. This is not necessarily an original theme – many, many films explore this, but very few do so with the nonchalant agility expressed here. When I first saw this film, I identified with it’s perhaps-ordinary surface, only to realize that a typically ‘ordinary’ middle-class drama usually can’t knock me out the way that this film did.

An outstanding film that I expect will outlive the vast majority of other acclaimed contemporary films.

  • Currently 5.0/5 Stars.