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Requiem For a Dream

By poyo! on February 18, 2010

a história desenvolve-se á volta de 2 personagens às quais chamarei centrais, pois é dos dois universos em que cada uma “vive” e se “move” que “requiem for a dream” tratará. De um dos lados temos harry e do outro a sua mãe sarah. a relação entre os dois nem sempre é fácil de estabelecer: sabemos que harry é muito importante para sarah, como um filho o é para qualquer mãe, mas não sabemos até que ponto harry se preocupa verdadeiramente com esta, não deixando por isto de a amar, o que faz incondicionalmente. durante todo o filme há apenas duas cenas em que as estas personagens se encontram frente a frente, interagindo uma com a outra; uma delas é a cena inicial, outra situa-se a meio, como que marcando um ponto de viragem no filme.
desta forma, sendo os seus encontros raros, não são eles que iriam definir o paralelismo existente entre os universos duas personagens; não acabam por ser o contrario: momentos de explicaçao do mundo íntimo das personagens em si, dos seus medos e de como isto as condiciona. na personagem de sarah, temos a velhice e a solidão; desde que o marido a deixou e harry saiu de casa, sarah perdeu aquilo a que se dedicara durante a sua vida. harry sente alguns problemas de consciencia provavelmente porque nunca ter sido responsavel por nada, consciencia esta que ele projecta na mãe, à qual faz uma visita (encontro a meio do filme) com o intuito de se redimir pelo mau filho que é. por outro lado, harry perde facilmente a paciência com a sua mãe, o que revela a sua faceta mais irresponsavel e as suas dificuldades em prender-se a coisas que exijam sacrificio.
irá ser todo o ambiente em redor das personagens e os acontecimentos expressivos e intensos que definirá o paralelismo da situaçao da mae com a do filho. estas personagens e estas fragilidades serão o alimento deste restante enredo. é aqui que o filme se confunde, pois não sabemos se o enredo em que as personagens se inserem é um crítica directa à sociedade. O pessimismo, e a brutalidade fazem-nos duvidar, no entanto, duvidamos subtilmente. Não sabemos se esta interpretação do realizador alveja algo concreto e aponta um dedo à classe média actual; mas tudo para isto aponta. (gostei particularmente como um filme forte como este consegue levar-nos a uma conclusão tão ténue).
a sarah, o mundo vai dar um novo objectivo para viver: aparecer na televisão. isto levará a que a personagem desejo perder peso, para recuperar a sua figura passada (e quem sabe parte da felicidade que teve quando tinha aquela imagem). para isto recorrerá a comprimidos para emagrecer, que acabaram por a desregular o seu organismo e levá-la à loucura. descontextualizada, a ideia parece-nos exagerada, mas o filme trata bem o assunto e espectador mergulha nas razões que regem o mundo de Sarah.
harry é um toxicodependente, pelo que já encontrou aquilo que dá sentido á sua existência. vive preocupando-se com o presente, com o que gosta e ignorando tudo o resto: tudo o que o incomoda. a isto ajuda-o a droga, sendo esta a única coisa porque harry sacrificaria algo no mundo.
ambas as personagens desenvolvem dependencias, que os fazem distrair-se ou acreditar que ainda têm um objectivo, tornando a vida mais desfrutavel e os problemas aceitaveis ou inexistentes.

(peço desculpa pela falta de organização, possíveis erros ortográficos ou sintáticos, escrevi de uma forma descontraída. falta também uma conclusão que espero escrever em breve.)