Diego Carrera
21Nov12
Perfeito.
Cinema contemporâneo em sua melhor forma.
Um nível de cinema que pouquíssimos filmes conseguem atingir.
Simples, original e surpreendente.
Totoro é o resumo de toda a minha infância. Só isso o torna um dos meus filmes mais amados.
Cópia Fiel é tão imenso, e ao mesmo tempo tão simples, que o sorriso da Mona Lisa. Ele revigora a fé até do mais pessimista cinéfilo de que o cinema é sim uma das mais belas formas de arte.
Anna Karenina é a prova de Joe Wright como sublime realizador, aperfeiçoando os experimentos que ele faz desde Orgulho & Preconceito. Porém, aqui sua essência dá lugar ao espetáculo.
Não é o melhor de Tarantino, sem dúvidas. Mas é seu entretenimento muitíssimo bem feito, e agora amadurecido.
Não há realização em 2012 que supere o que Quvenzhané Wallis alcançou com sua Hushpuppy. “Indomável Sonhadora” é o melhor filho de Sundance dos últimos anos.
Chorei horrores.
Impossível ser tão bom.
Único. Em todos os sentidos.
Incrivelmente bem escrito, dirigido, atuado e editado, “A Rede Social” é um exemplo do melhor do cinema contemporâneo, além de uma sincera fábula sobre uma sociedade dissonante.
Esse conto de um encontro de uma noite, extremamente observador e poderoso, é uma incrível estréia para o escritor e diretor Andrew Haigh. Um filme despido de simbolismos e de segundas intenções, “Weekend” é daquelas figuras pequenas e sinceras que aparecem por aí. E quem tem a oportunidade de vê-lo nunca o esquecerá.
Uma junção legal de dois gêneros bem específicos. Mas só isso.
O melhor filme de Malick. O melhor filme de guerra.
Que tipo de filme é esse?
Uma ótima aula de política. Um ótimo filme de mafioso.
Ser é lembrar para “Brilho Eterno”, o filme eterno e sem fim de Gondry. Com certeza, a obra mais incrível e influente a aparecer no cinema na última década.
Mágico. Mais um filme brilhante do Miyazaki — e uma obra de arte do traço japonês.
Wes Anderson do jeito que deve ser.
Arrebatador.
Sincero, selvagem, medroso e muito amoroso. “Onde Vivem Os Monstros” é um filme de infância como há tempos não se vê.
Ben Affleck parece se inspirar em Eastwood em sua carreira na direção. Embora não tenha o apuro técnico do mestre, se mostra um excelente condutor da ação.
Drive é impecável. Seus visuais soberbos, sua atemporalidade, seus sons. É de uma perfeição embasbacante e amedrontadora.
É sobre o amor, sobre as pessoas, sobre a filosofia, sobre a política, sobre os sentimentos, sobre as relações, sobre os lugares e, principalmente, sobre o tempo. E, possivelmente, seja meu filme favorito.
A morte é uma textura. O luto é o tato.
“Watchmen” é um ótimo filme em sua primeira metade. É triste, porém, o modo como ele desanda ainda mais que a graphic novel em sua segunda parte.
Carismático, “As Vantagens de Ser Invisível” dá um frescor aos filmes de amadurecimento. Tem tudo para virar cult, resta criar uma legião de fãs.
“Skyfall” é o divisor de águas dos filmes 007. Após 50 anos, é possível dizer que o filme — que une todos os elementos que levaram a série até onde ela está hoje — atinge a maturidade e alcança um apogeu. Parabéns Mendes.