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claro, eu tinha bilhete do indie para o alps do lanthimos mas assim que soube que a cinemateca ia passar o Wanda nem pensei mais nos gregos. sabes que não fiquei fã. e ver o Wanda em cinema não deve acontecer nos próximos anos. até estava lá o Neil Young, aquele crítico britânico que tem andado a colaborar com o indie (não era o músico). viste o L no festival? os que gostei mais do festival todo foram O Som ao Redor e o Everybody in our Family.
Man Wanda é um dos filmes da minha vida, adorei aquela personagem perdida e sofrida. vi na ´félix ribeiro e amei. Really tava lá o neil? eu fui lá ver um russo e a homenagem ao lopes. não ficaste fã de quê? deste nota máxima ao Wanda? não não vi. vi curtas tugas e a secção da viennale. (soberba):
claro que gostei do Wanda. não fiquei fã foi do lanthimos e do seu filme de estreia, por isso é que o troquei facilmente pelo Wanda. Está quase a estrear o último Bela Tarr.
Lá vi o Cisme por fim, até doeu. Não o achei perfeito, mas anda lá muito perto. E a Teresa estava lá...adoro esta mulher...anda a caminhar a passos largos para ser a maior realizadora portuguesa quando o Oliveira se for...que sova que dá à competição toda...filma que nem um anjo a mulher. Chorei aí duas ou três vezes com a força dos diálogos, É that good. E a fotografia do Acácio? Fuck me, que herói pá. Os planos contra o céu azul...a fotografia nocturna...o plano da Beatriz no hotel...porra! E o som...e as elipses...e a montagem. Há uma sequência na casa com o Israel Pimenta onde ela corta pa um plano de árvores achei esse corte sublime...e o plano da Beatriz Batarda a emocionar-se; a chorar sangue...ela no carro...é das artistas portuguesas mais underrated da história...isto tá ao nível do Canijo e deve ter tido 1/10 da audiência...(porra que sou bom, fui ao ICA e bam: http://www.ica-ip.pt/Admin/Files/Documents/contentdoc2261.pdf 20.953 contra 2288). Eu acho que isto não destrona Os Mutantes, para mim a obra-primíssima dela...mas achei o filme particularmente bom porque parece que não tem tempo, tipo é e não é de agora...o acompanhante nos bastidores e aquela luz laranjada fizeram-me pensar no pedro hestnes não sei...vi ali um flash de melancolia...só a villaverde podia fazer isso...
eish já tinhas visto o They All Laughed há um ano? Ena ena. Pá adorei o filme. E realmente percebo que faça as tuas delícias...já me viste o We Need to Talk About Kevin? Argh. Hey nada de spoilers hem? Tu que és tão Wendersiano diz-me lá Lightning Over Water what was that? Achei fraquíssimo...devia ter dado um...não sei porque não dei...aqueles filmes finais do Ray são não sei, chatos e maus...e eu amo o homem mas não a obra final...aquilo parece série Z mal feita...tens que ver o Martha pá é muito bom.
Já o tinha visto, o They All Laughed é muito bonito. Para além do filme em si há muitas coisas para contar que o fazem tão especial.. como a própria relação off screen da Audrey e do Gazzara. E a relação do Bogdanovich com a Dorothy Stratten, e o assassínio dela pouco tempo depois.. enfim. Btw, fuck, depois do Falk, já não temos Gazzara. Resta-nos a Gena Rowlands. Não vi o Lightning over Water nem os últimos Rays, perdi a parte final do ciclo. Conseguiste ver o We Can't Go Home Again? Não tenho visto nada de nada. Não tenho tempo nem vontade. Calhou ver o We need to talk about Kevin, que gostei bastante. A Tilda exímia como sempre.
Onde andamos ao estalo é nos anos 70 e nos movie brats, odeio-os. Este foi excepção honrosa (também não sou um cassavetiano dos sete costados), mas fui lá naquela, e gostei mais do que estava a pensar. Achei o filme soberbamente leve...tipo soufflé de cinema, que é muito difícil fazer...era cómico mas sem ser desbragado e sem ser irritante, o que não é fácil...agora que recordo, poderia retirar uma estrela (não vou nada à bola com o Bogdanas, prefiro ele nos Sopranos e nas entrevistas com Lang, Ford e Hitch, como cineasta ainda não me convenceu...). (ui amámos o Le Havre à grande hem?). Mas gostei do Amor furtivo, gostei do que fica fora da câmara (ando a apreciar muito isto - shirin por ex - e não te percebo no rating ao Canijo que um magnum-opus como não terás visto muitos em 2011 e no cine português muito menos ainda...), gostei quase da brisa que veio do filme (hoje vi o TOKYO-GA por fim e o filme respirava e tudo...) e a loirinha era divina...não sei...tudo se ajustou por uma vez e deu certo e curti. Bom filme. O Falk n era grande fã, do Gazzara adoro o Preminger dele. Não suportei o Lightning (porque não dei 1?) e o que We Can't é uma xaropada onanista que nem te digo. A cena de piscar de olho aos movimentos dos anos 70 e a recuperação do Ray e a cena política e do discurso porra já não aguento...aquilo não era Ray não era nada...era mau trash...não vi a re-montagem mas aprecio pouco coisas polidas e re-montadas pelas esposas...prefiro filmes perdidos ou amputado...porquê reparar tudo? Eu curto os riscos, os saltos, o ruído de fundo. (Já sabes a Tobis? Agora é que piamos fino...película jamais...agora só lá fora, a Alemanha fechou 2 laboratórios...ando a falhar Tildas mas pá não saco. Espero pela saída comercial desse maroto.
É recorrente na curta (mas rica) filmografia de Kelly Reichardt as personagens andarem em viagem. Seja pelo país fora numa América contemporânea, seja em retiro espiritual ou, no caso deste Meek’s… read review
Um dos filmes mais subvalorizados dos anos 60, a par de Shock Corridor e The Naked Kiss. Mas a essas andanças já o pobre Fuller estava habituado.
Para além de todo aquele movimento de câmara… read review